Cesta de Animes – Temporada de Animes da Primavera 2014 – Até o episódio 7

Fala galera, a partir de hoje estarei inaugurando o Selected Animes. Irei inaugurar o site fazendo comentários de Baby Steps, Ping Pong e Haikyuu!! mais alguns animes.

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O Selected Animes é a partir de agora um blog do Conglomerado Selected. Sua proposta é a mesma do Selected Mangás com o foco em animes de boa qualidade e animações na internet. Assim, o conteúdo dos dois sites ficará melhor organizado. Neste novo site terá reviews, comentários de animes das temporadas e posts especiais como soundtracks de animes e tops. A forma de avaliação terá mudanças nos critérios mas terá a mesma forma da avaliação usada no Selected Mangás.

Sempre gostei de animações e animes da mesma forma que gosto de quadrinhos, desde quando era pequeno. Aqui no site irei comentar animes de boa qualidade, sejam ele muito ou pouco conhecidos. Comentarei também animações feitas na internet e filmes animados, e postarei atualizações de notícias dos eventos e premiações disponíveis. Eu irei fazer comentários com spoilers pois isso é uma forma que acho melhor pois assim eu não irei me limitar a fazer um texto raso.

Essa temporada veio com uma variedade incrível de animes de esportes. Tirando estes, foram estreados vários animes bons, em comparação com as outras temporadas anteriores que chegaram a ser decepcionantes pela falta de animes de qualidade.

Esses são minhas opiniões e críticas dos animes assistidos até o episódio sete, como esse post é o início de vários comentários quinzenais dos animes, obviamente terá spoilers.

Fique agora com a primeira cesta de animes do site:

 

Baby Steps:

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O anime trata de um garoto CDF chamado Maruo Eiichirou (Ei-chan) que procura alguma atividade física para a sua rotina e com a ajuda da Natsu Takasaki, uma garota atraente e popular que estuda na sala ao lado da sua ele entra no STC (Southern Tennis Club) e se esforça ao máximo para aprender o esporte e ser bom no tênis.

Eu peguei esse anime para assistir no intuito de entender porque o mangá é tão elogiado, já que ele não aparenta ter nenhum personagem tão marcante. Mesmo tendo lido três volumes do mangá e estando nos episódios lançados mais recentemente no anime, entendi o propósito da obra: é um mangá de tênis e ponto. Isso mesmo, é um mangá plot-driven publicado na Shounen Magazine (revista conhecida pelos seus mangás de esporte – Hajime no Ippo, Area no Kishi, Ahiru no Sora, Diamond no Ace, por aí vai…) pelo Hikaru Kachiki, iniciado em 2007 na revista.O próprio título do mangá já dá um indicativo de que o pacing da obra irá ser lento, igual a todos os mangás de esporte da Shounen Magazine. Mesmo assim, nos seis episódios que o anime já teve, já houve um avanço considerável nas suas habilidades, graças à sua personalidade metódica e perfeccionista, as suas anotações e as dicas da Natsu. De um cara que não sabia bater a raquete na bola ele passou a dominar o básico do esporte ao ponto de entrar em uma competição, surpreendendo os demais competidores e seus colegas de clube, embora ele acabe perdendo a sua primeira partida obviamente por falta de experiência. Os seis episódios já exibidos já alcançaram o terceiro volume, do mangá que já possui trinta volumes.A animação do Pierrot aqui é mediana, típica do estúdio, assim recomendo que o leitor dê mais atenção ao mangá.

Falando do esporte citado, eu não tenho paciência para acompanhar partida de dois esportes na TV: tênis e basebol. Ainda assim eu me senti atraído a forma séria e quase didática que Baby Steps trata o esporte, prefiro essa abordagem realista do que animes como Prince of Tennis e Kuroko no Basket, que tratam o esporte de forma completamente exagerada a lá Capitão Tsubasa e sempre acabam perdendo a linha no exagero, sem falar nas insinuações yaoi e as aparências bishounen, coisa que não existem em Baby Steps. Ao vermos as anotações do Ei-chan, observamos o detalhamento que a obra faz do tênis, tanto dos fundamentos básicos como a ampla gama de variedade de estilos e características que os diversos jogadores usam, incluindo os seus colegas de clube e os adversários.

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O motivo do Ei-chan e da Natsu de jogar tênis de forma regular é algo bem interessante, no primeiro caso, a sensação dele rebater a bola pela primeira vez foi uma cena que acredito que seja uma das cenas mais importantes da obra. A Natsu também deve ter passado por uma experiência parecida, e a auto-recompensa por progredir em um esporte que na obra aparenta ser bem democrático (tanto que vemos pessoas de diversas idades e tipos físicos praticando) é um motivo convincente para tais personagens terem começado a praticar o esporte, assim como no meu caso, quando aprendi a jogar xadrez e notava a minha melhora, eu tomava gosto pelo esporte e procurava mais sobre o jogo.

O tênis retratado em Baby Steps é puramente realista, bem diferente de Prince of Tennis, e retrata todo o progresso no esporte de forma integral, lenta e trabalhosa. E pelo menos para mim, isso está sendo passado de forma bem espontânea, sem ficar maçante como algumas pessoas reclamam desse mangá por aí. Ainda assim eu não acho que esse mangá seja para qualquer pessoa que espera um mangá de esportes com poderes especiais ou então comédia e drama dos personagens, pois isso você não encontra aqui.

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No mangá e no anime a personalidade e o psicológico do Ei-chan durante e fora das partidas é trabalhada de forma bem peculiar. Ele é bem metódico, persistente e meticuloso para aprender e progredir no esporte, embora ele tenha que se esforçar mais que as outras pessoas por não ter um talento determinado. Ele aprende o esporte completamente do zero e isso foge das convenções de protagonistas clichês de shounens de esporte, tornando um protagonista de mangás de esporte bem singular, que você só encontrará nesta obra. Aliás, Baby Steps por inteiro é um mangá de esporte bem diferente dos demais, não tem como objetivo entregar um personagem comédia ou com várias mazelas psicológicas ou problemas familiares ou na escola ou então entregar vários plot-twists chocantes e emocionantes, ele é bom por si só. Voltando aos personagens, a Natsu é o oposto dele, ela é intuitiva e instintiva, mas mesmo assim os dois se complementam e geram uma química formidável, algo que pode ser usado para um romance em um subplot.

Ele chega a enfrentar também o Takuma, melhor jogador do clube e da região que não gosta dele por achar que tudo que ele faz irá ser infrutífero e por ele não ter ido com a sua cara (acho que isso se deve a diferença de personalidade, enquanto o Ei-chan é metódico e nunca desiste, aprendendo ao perder de adversários mais fortes, ele tem talento, é preguiçoso e acaba arregando quando enfrenta um cara mais forte que ele). Eu achei a Natsu bastante brincalhona, simpática e atenciosa, mesmo sendo a melhor tenista feminina da região ela praticamente ensina o Ei-chan a jogar tênis de forma bem prestativa, ajudando-o com dicas. Ela também possui um background próprio, ela não é só uma ferramenta de enredo para ajudar na evolução do protagonista principal. O treinador do clube é um personagem de grande influência na obra, pois exerce bem o papel de guiar o progresso do Eiichirou e fazê-lo aproveitar o seu grande potencial. Como ele é uma pessoa que tem uma facilidade de aprender de seus adversários o Takuma e o Oobayashi, o primeiro oponente de seu torneio têm uma grande importância para o Ei-chan. Principalmente no torneio, como ele tinha aprendido a retornar apenas os saques fortes que o Takuma lançava, ele passou a ficar vulnerável a variação de saques do adversário.

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No seu primeiro torneio, O Ei-chan é tomado pela apreensão natural de seu primeiro torneio e pela indecisão de qual estilo de jogo ele irá usar. Ele tem uma facilidade de absorver informações como uma esponja, mas algo que com certeza o atrapalha é que ele anota qualquer coisa de qualquer pessoa, mesmo se estiverem passando informações erradas para ele. A observação, a análise de jogo, a criatividade e o autoconhecimento se tornam grandes necessidades aqui, e o que ele pode contar mais foi com a sua observação e analise dos padrões de jogo do adversário para tentar sobreviver nas partidas. Tava na cara que ele ainda não estava pronto para esse torneio, mas por ter sido jogado em uma situação dessa cedo, além de ja ter sido submetido nos treinos aos saques ultrarrápidos do Takuma, isso o forçou a amadurecer e se adaptar mais rápido ao tênis competitivo, criando estratégias de jogo.

Depois do torneio, o treinador deixa claro para ele que ele tem potencial, mas ainda lhe falta experiência de jogo, algo que não poderia ser compensado apenas pela teoria e pelas suas anotações. E por mais que ele conseguisse ler a técnica do adversário, ele não tinha ainda jogadas decisivas de ataque. Assim o autoconhecimento de si mesmo é a qualidade mais importante no Ei-chan até o momento, pois assim ele poderia aprender com os seus erros e centralizar seus esforços para melhorar seus pontos deficientes, algo que é uma mão na roda quando ele se depara com adversários bem mais fortes que ele.

Essas foram as minhas impressões dos sete capítulos passados de Baby Steps, eu recomendo o anime e o mangá, irei fazer comentários regulares dos episódios.
Haikyuu:

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O anime começa com Hinata Shouyou, que é um admirador de um jogador colegial do ensino médio do colégio Karasuno apelidado Pequeno Gigante, por ser um jogador baixo e que pula muito alto, responsável pelo auge da equipe. Ele se identifica com esse jogador (por ser baixinho) e passa a jogar vôlei no seu colégio ginasial, embora o clube seja composto por completos amadores e ele tenha que acabar jogando com pessoas da vizinhança e com o clube de vôlei feminino do colégio. No último jogo do seu clube antes dele entrar no ensino médio, ele joga contra um colégio renomado chamado Kitagawa Daiichi, cujo levantador é um cara talentoso chamado Kageyama, um cara arrogante, individualista e “estrelinha” que irrita os demais jogadores com suas exigências, mesmo ele atropelando o time do Hinata. Terminando a partida ele repara o potencial do Hinata e pergunta o que ele andou fazendo por esses três anos. O Hinata entra no colégio Karasuno buscando se vingar do Kageyama e o encontra no colégio. Ele também é avisado que os tempos áureos do colégio já tinham passado.

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Para começar, ainda bem que esse mangá recebeu uma adaptação para anime, pois a arte do mangá é completamente horripilante (do mesmo nível do mangá de Shingeki no Kyojin). Mas ainda assim eu gosto mais dos diálogos do mangá por serem mais fluídos e naturais. O mangá é desenhado (com o sovaco) pelo Haruichi Furudate e publicado na Shounen Jump em 2012. Nos primeiros episódios e capítulos eu notei que a obra irá retratar o esporte de forma séria como Baby Steps, mas esta irá em uma direção oposta em termos de esporte, enquanto Baby Steps irá retratar um esporte individualista, Haikyuu!! irá retratar um esporte extremamente coletivo, que não admite jogadores “estrelinhas”. Isso fica bem claro no segundo episódio, que eles derrubam com a bola a peruca do vice-diretor na quadra o capitão do time joga a ficha de inscrição na cara dos dois e os expulsa da quadra até eles se entenderem como aliados e jogarem em conjunto. Fiquei espantado com essa atitude, mas tem toda a razão, pois embora o Kageyama fosse talentoso tudo isso seria inútil pois se ele fosse individualista ele iria derrubar o time como aconteceu no Kitagawa Daichi, onde seus colegas simplesmente não sacaram seu levantamento de propósito.

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A interação dos personagens é muito boa, tanto na parte que os veteranos ajudam os dois a treinar com um treino secreto para um jogo entre os integrantes do clube que iria definir o futuro do Kageyama neste e também na primeira partida amistosa contra o Aoba Jousai, colégio que sempre pega os jogadores do Kitagawa Daiichi e tem os antigos colegas do Kageyama. O Hinata nesses episódios está hilário, pois ele se caga todinho de nervosismo antes da partida e chega a vomitar nas calças do Tanaka, atacante veterano do time, e sacar a bola na cabeça do Kageyama em um match point do time adversário. Assim, percebemos que a obra desenvolverá todos os seus personagens (até mesmo a gerente e os reservas) e mostrará muitos detalhes do esporte especialmente para quem conhece pouco o esporte como eu. O design dos personagens é bem zoado, da mesma forma do mangá, mas tanto a quadrinização competente do mangá como a boa animação do anime retrata os jogos de uma forma bem dinâmica.

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Para terminar, Haikyuu!! é uma obra que quebra vários clichês de mangá de esporte por desenvolver bem cada personagem e mostrar a sua interação entre eles (incluindo seus adversários) dentro e fora da quadra, além do esporte na obra ser levado a sério. Irei comentar regularmente essa obra aqui no site.

 

 

Ping Pong: The Animation:

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Ahá!! Masaaki Yuasa na parada! O ótimo diretor de animes que dirigiu Kaiba e Tatami Galaxy está dirigindo agora este anime baseado no mangá de Taiyou Matsumoto, publicado em 1996 na Big Comic Spirits Special. O mangá conta a história de dois amigos jogadores de tênis de mesa, o Hoshino, um hitter que desde pequeno é reconhecido como um ótimo jogador e sempre joga com muita vontade de ganhar, chorando quando perde e o Tsukimoto, garoto chopper de comportamento lacônico e fechado que não se importa com a vitória nas partidas e tem um imenso potencial. A obra irá prosseguir com os seus momentos de glória e decadência.

Masaaki Yuasa é um diretor autoral, e quem acompanha um anime dele consegue reconhecer todos que ele faz. Ele tem uma sensibilidade única e fascinante, interessante gosto no assunto e os seus animes nunca são genéricos ou chatos.O estilo do diretor traz toda a dinamicidade do esporte no anime.O design dos personagens é feio e estranho tanto no mangá como no anime, mas como traço feio não é sinônimo de traço ruim, a obra traz partidas eletrizantes sem precisar recorrer a exageros. A animação do anime é bem estilosa e autoral, com cortes rápidos, jogo de cores e quadrinização dentro dos frames, algo que poucos fazem tão bem como ele. Os personagens secundários e os antagonistas são bem trabalhados, não existe personagem mauzinho na obra, apenas pessoas com objetivos diferentes. A obra distribui o foco entre os vários personagens da obra, incluindo os do colégio mais forte da região, o colégio Kaio.

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O protagonista principal (Tsukimoto) se revela um verdadeiro bunda mole no início da obra,chegando ao ponto de entregar uma partida e ser eliminado por pena de um oponente chinês que teria a sua carreira encerrada se ele perdesse, mas esse caráter deficiente dele será algo que será corrigido ao decorrer da obra com o seu desenvolvimento e o treinamento do professor de tênis de mesa da sua escola. O Hoshino, na contramão do Tsukimoto, sofre várias derrotas que acabam o desiludindo com a sua habilidade e desistindo do esporte, até o episódio seis que ele tem uma conversa com o Sakuma, um antigo colega de dojo que já tinha sido do colégio Kaio e tinha o derrotado em um campeonato.

O Tsukimoto é o verdadeiro personagem principal na obra e nele a obra irá explorar como ele passará de um garoto insignificante e tímido em excesso para uma verdadeira máquina de jogar tênis. A forma que ele encara as situações dos oponentes que ele enfrenta é irritante no começo mas vai ficando interessante. O mundo do ping pong é extremamente competitivo e uma derrota em uma partida em um campeonato pode significar o fim da carreira do derrotado. O diretor Massaki Yuasa consegue explorar bem esse mundo de competições com o seu estilo autoral e extremamente viajado de fazer animes, os efeitos e cores simbolizando o psicológico dos jogadores durante as partidas causam um impacto bem maior. O som do anime é bem aproveitado na hora das partidas, no primeiro episódio há uma cena interessante que o Kong Wenge conversa com seu treinador e ele ouve o barulho da bola quicando e consegue dizer as características da partida entre o Hoshino e o Tsukimoto.

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Falando dos adversários principais, podemos citar o chinês Kong Wenge e o Kazama, capitão da equipe Kaio que é o melhor atleta da obra até agora. O chinês é o típico “estrelinha” que se acha o bonzão por estar vindo do país do tênis de mesa. Um fato admirável do anime é eles terem pegado um seiyuu chinês para dublar o Kong Wenge. O mangá mostra a decadência e o choque de realidade que ele sofre em poucos episódios, já visível na partida contra o Tsukimoto, quando este domina a partida e a sua derrota contra o Kazama. Ele passa a ter uma catarse com isso e no último episódio ele tem uma grande mudança de personalidade, pois a arrogância era apenas um casulo. O Kazama é o melhor jogador da série até agora, mas ele não é metido a bonzão, ele age de forma responsável com o seu time e se preocupa por causa de seus colegas que não tem um desempenho desejado no campeonato colegial nacional, mesmo ele ganhando no individual. Ele também tem um interesse em recrutar o Tsukimoto para o seu colégio, expressando isso de forma clara na entrevista com o repórter, chateando alguns de seus colegas.

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O treinador Koizumi tem uma influência muito grande principalmente no Tsukimoto, o método de treino dele se aproxima mais dos técnicos americanos do que os japoneses, até mesmo no fato dele desafiar o Tsukimoto para uma partida que se ele perdesse ele teria que agir como um cão de estimação. A forma que ele age como uma namorada entregando até mesmo “cartas de amor” que na verdade eram cartas com listas de exercícios é bem insistente e até mesmo teimosa, tudo isso para quebrar o casulo do Tsukimoto e despertar seu talento latente. Isso acaba surtindo efeito, o anime usa vários simbolismos para representar vários conceitos sobre a vida e objetivos do tênis de mesa, o Tsukimoto é comparado com um robô e a evolução dele como jogador é exatamente desse jeito, ele vira uma máquina de jogar tênis. Se isso vai ser bom para ele e para as pessoas ao seu redor será algo que ficará para o final do anime.

Enfim, a animação do anime é um show a parte, é melhor que o mangá (o traço do manga pode ser feio mas não é ruim, as partidas estão entre as melhores que eu já acompanhei em mangás de esporte que leio). É difícil uma animação de anime me conquistar logo de cara como o arco das Formigas Quimera de Hunter x Hunter. Esse é o meu anime preferido da temporada, e terá sim comentários regulares e uma futura review aqui no site.

 

Outros animes:

 

Esses animes estão divididos entre animes que eu não tinha expectativas de que seriam bons e aqueles que eu já conhecia o mangá e o autor e não estão entre os animes que mais me conquistaram, embora eu goste deles.

 

Bokura wa Minna Kawaisou:

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Essa é a comédia da temporada! A premissa é bem simples, um cara que se chama Usa entra no ensino médio e se interessa por uma garota que aparenta ser recatada, culta e inteligente, igual ao perfil que ele procura. A garota, que se chama Ritsu, mora em uma pensão de sua família junto com a sua tia-avó, Sumiko-san e três inquilinos: Shirosaki, um cara estranho que gosta de apanhar, a Mayumi, que é uma mulher gostosa mal-resolvida amorosamente e a Sayaka, que é uma periguete. O enredo irá seguir com o Usa tentando se aproximar da Ritsu e conhecê-la melhor.

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O anime possui uns personagens bem estereotipados como citados acima, mas todos são focados na comédia e os diálogos entre eles são bons, incluindo as brincadeiras entre eles. A comédia me agradou, mas isso é relativo, pois você pode gostar ou não. Aliás, isso é algo perigoso, pois uma falha que costuma afetar obras de comédia e a repetição que torna a obra enjoada (exemplo: Nisekoi). Eu quero ver esse anime até o final para ver se ela irá me agradar até o final, então recomendo e irei comentar aqui nos posts regulares.

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Um episódio que eu recomendo é o episódio número cinco, que tem aquele diálogo comparando os relacionamentos amorosos de cada personagem com arquivos de computador que eu achei hilário. Vale a pena acompanhar.

 

Sidonia no Kishi:

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Tsutomu Nihei. Não precisa dizer mais nada. O universo parece ser parecido com o de Abara, mangá curto feito pelo autor e está ligado com o mangá de Sidonia no Kishi. A história passa em Sidonia, uma nave gigante que abriga o resto da humanidade sobrevivente a destruição do Sistema Solar causada pelos Gaunas, criaturas gigantes desconhecidas. A história se centra no Nagate Tanikaze, um garoto que mora no subterrâneo de Sidonia que não consegue fazer fotossíntese como os outros habitantes. Ele tem acesso a um simulador de um modelo antigo de mecha. Ele é pego roubando arroz do depósito de alimentos e é recrutado para pilotar um mecha junto ao esquadrão de proteção de Sidonia para combater os Gaunas. Ele conhece o/a hermafrodita Izana Shinatose e a Shizuka Hoshijiro.

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O maior destaque das obras do Nihei é a construção do mundo dos seus mangás, as obras são movidas pelo plot em detrimento dos personagens. O mistério é algo de destaque nos episódios iniciais do anime, as informações dadas desse mundo são as mais básicas possíveis e o mangá consegue ser mais claro ao passar essas informações. Nós sabemos que existem naves no espaço como Sidonia que estão responsáveis por guardar toda a espécie humana, mas os detalhes sobre os Gaunas ainda são na sua maioria desconhecidos. Em relação aos personagens, a aparência dos personagens causa um estranhamento pois os personagens se parecem muito um com o outro, por causa da similaridade genética e também pelo personagem hermafrodita, cuja aparência é exatamente uma mistura entre dois gêneros. Aqui nós encontramos um personagem “estrelinha” como em Ping Pong e Haikyuu!!, o Kunato, que é aparentemente um piloto de elite mas na obra aparecem personagens mais habilidosos que ele, como o veterano Akai e sua equipe e o próprio Nagate. Outros personagens como a general da máscara e a ursa cozinheira guardam um passado que irá nos revelar mais sobre o mundo da obra. Uma guerra de mais de mil anos, a origem das lanças Kabizashi, a capitã e a ursa cozinheira que estão vivas há seiscentos anos, o anime e o mangá dá dicas e mesmo assim você não consegue adivinhar a história da humanidade em Sidonia pois tudo ainda é muito obscuro. O Gauna está tentando se comunicar? Quem criou essas lanças? Onde estão os alienígenas agora? Quantos Gaunas sobraram lá fora? Qual é seu propósito? Como membros da equipe do expedicionário (a ursa e a capitã) ainda estão vivas?

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Comentando do protagonista Tanikaze Nagate, o fato dele ser “um peixe fora d’agua” é algo que favorece a apresentação do mundo, assim o anime não comete os erros comuns em obras sci-fi que você consegue adivinhar muita coisa no início, tornando a ambientação do anime muito mais natural. Ele já e apresentando operando um simulador de Gardes (mecha), o que nos apresenta qual vai ser o clima do anime. Ele não sabe de nada da “superfície”, sobre o terceiro sexo, a fotossíntese humana, clones e outras coisas mais. Eu acho meio difícil fotossíntese humana pois as plantas conseguem fazê-lo puxando os minerais da terra e produzindo o seu alimento, penso que a fotossíntese humana serviria para aproveitar mais a energia conseguida por meio da alimentação.

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Até mesmo os personagens que morrem nas batalhas tem um background plausível, como no segundo episódio. A interação entre os personagens é bem feita, dando destaque para a Elite dos Quatro, que são os pilotos mais destacados e mesmo assim eles não são metidos como um personagem “estrelinha” chamado Kunato. As cenas do terceiro episódio são sensacionais na parte em que eles cumprimentam o Tanikaze e se mostram interessados nele ignorando completamente o Kunato, que esperava que eles viessem até ele, ferindo o seu ego gigante.

Comentando sobre a animação feita completamente em CG, esta está muito bem feita, embora esse estilo de animação não agrade todo mundo. Eu não me senti incomodado com esta animação, aliás, vendo o mangá e o traço autoral do Nihei, por incrível que pareça é a animação mais adequada para esta obra. As batalhas do anime são boas e o CG colabora para isso. Não só os movimentos de ação mas o psicológico dos personagens é trabalhada de forma simples e eficiente. A Elite dos Quatro tem um destaque nessas batalhas pois a tensão e os riscos iminentes de morte das batalhas são fatores que fortalecem os laços entre os pilotos, observados principalmente no romance entre o Akai e a Momose e será observado também no próprio Tanikaze no capítulo cinco. Nesses seis episódios, já aconteceram três batalhas. Na primeira batalha dos recrutas, muita gente morre na primeira missão, pois eles são jogados “na coivara” contra um Gauna sem ter a lança Kabizashi para derrotá-lo.

As cenas do episódio cinco me lembraram na hora o filme “Gravidade”, aonde o Nagate e a Hoshijiro estão isolados no espaço sideral e ambos lutam pela sobrevivência. O motivo dele ter ido resgatá-la no espaço sideral foi meramente instintivo e não movido a desejo de reconhecimento e fama, tanto é que ele desobedece várias ordens de seus superiores naturalmente para isso. A conversa que eles tiveram enquanto eles estavam à deriva foi muito bom, notei uma aproximação entre os dois favorecido pela situação extrema. Não apenas as cenas necessárias do provável início do romance e as cenas da fotossíntese da Hoshijiro, recebemos um monte de revelações sobre o universo de Sidonia e logo em seguida temos talvez o resgate mais épico de soldados perdidos que já vi (toma Shingeki no Kyojin). Todos os 256 quadros (mechas) se reuniram em formação múltipla para resgatá-los contra as ordens dos superiores. Essa cena foi realmente magnífica. Ele acaba sendo um grande exemplo a seguir pelo Kunato por causa dessas ações. Esse episódio foi o melhor até agora, pois foi o que deu mais informações sobre aquele universo e mostrou várias tecnologias novas, como a filtragem e a captação de partículas Higgs, que são o combustível dos quadros, fotossíntese humana, formação múltipla para aumentar o impulso e muitas outras coisas mais.

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O anime está fazendo muito sucesso, o BD está entre top dez nas pré-encomenda do Japão. Sidonia no Kishi oferece praticamente tudo que um bom mangá/anime de ficção científica pode oferecer: um conto de grande execução, um personagem principal interessante e o uso de tecnologia ultraelevada sem ficar irrealista.
O anime está sendo produzido pela Polygon Pictures e o mangá ainda está sendo publicado na revista seinen Afternoon da Kodansha. Recomendo acompanhar o anime e o mangá mais as outras obras deste autor.

 

Soredemo Sekai wa Utsukushii:

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A sinopse trata de uma princesa de um reino pobre (Reino da Chuva) chamada Nike que viaja para o Reino do Sol, o país mais rico daquele mundo para se casar com o rei daquele pais para favorecer ambos os reinos. Essa princesa passa por poucas e boas ao chegar nesse reino por ser pobretona, e com a ajuda de uma prestativa família local ela chega até o palácio e conhece o rei, um garoto baixinho com menos de quinze anos que manda ela invocar chuva. A obra irá tratar o relacionamento dos dois e os conflitos políticos que a chegada da Nike irá causar dentro desse pais.

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Esse anime é baseado em um mangá shoujo com uma arte porquíssima, então, recomendo que vejam o anime, pois está bom. Embora a animação seja apenas mediana, ainda consegue valer mais a pena do que o mangá, pois o mangá já começa a partir do episódio dois e não mostra a chegada da princesa logo de cara, que no anime ficou algo bem legal. A princesa Nike é bem diferente do clichê de personagens femininas principais de mangás shoujo: ela é perceptiva, espontânea, engraçada de vez em quando, corajosa e determinada, parece mesmo uma mulher que conhecemos na vida real. Ela tem um corpo mais avantajado que o padrão tábua das protagonistas de shoujo, e ela forma uma química bem interessante com o rei garoto, que embora com pouca idade age de forma séria e adulta. A intenção da Nike é fazer o rei ter um coração mais aberto e mostrar as belezas daquele mundo para ela poder ter a inspiração de fazer o canto que invoca a chuva, algo que mesmo aparentando ser algo conveniente, é algo que torna o enredo agradável de se acompanhar. O rei também tem uma personalidade moldada pelos vários desafios e perigos que o seu cargo oferece, mas a sua interação com a Nike fica algo bem agradável e interessante de se acompanhar. Os outros personagens de sua corte são bem carismáticos, em especial o mordomo, que interage bem com a Nike e lhe dá conselhos. O relacionamento entre eles é interessante, assemelha-se a Otoyomegatari, embora inicialmente a Nike veja o Livius como um “irmãozinho”. Eu só não espero que o anime faça um romance melodramático, como vi no quinto episódio.

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O anime no seu decorrer apresenta vários conflitos internos no reino como sacerdotes, aristocratas e pessoas importantes que não concordam com certas atitudes que o rei toma para colocar o país nos trilhos e também contra a presença da princesa Nike no reinado, em relação ao preconceito que ela sofre por ser de um país pobre. Esses conflitos especialmente nos episódios quatro e cinco acabam servindo para acelerar o relacionamento entre o Livius e a Nike, que foi a parte do anel. Nesses episódios ela já sofreu até mesmo um atentado, sendo protegido pela Nike. Apareceu uma outra princesa de outro reino que era amiga de infância do rei e pretendia se casar com ele, eu achei que a história iria melar nesse ponto, mas ainda assim a personagem não me desagradou e ela já foi embora no mesmo episódio que apareceu, o que achei bom. Para terminar, eu irei acompanhar o anime para postar comentários aqui no site.

 

Kindaichi Shounen no Jikenbo Returns:

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Esse anime é baseado no mangá clássico publicado na Shounen Magazine desde 1992. Eu não peguei o mangá pois ele é enorme e não consegui dados suficientes para saber quais casos esse anime abrange. A animação é datada e genérica, típica da Toei Animation, mas o personagem é bem interessante. Ele parece ser um cara bem whatever no início, mas ele é um cara que não se deve julgar pela aparência pois ele é um cara bem esperto e nota todos os detalhes que você não consegue reparar, além dele ser admirado pelas garotas e ele interage bem com elas, não agindo como retardado. O episódio cinco foi o meu favorito, quando ele conseguiu desmascarar aquele fugitivo cara-de-pau.

 

Isshuukan Friends:

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Outro anime baseado em um mangá, Isshuukan Friends conta a história de uma garota chamada Kaori Fujimiya que perde as memórias de seus amigos a cada semana e decorrente disso, ela passa a ser solitária. Assim, um colega de classe chamado Hase Yuki se aproxima dela e pede para serem amigos. Ela reluta de início, mas a insistência e atenção dele viabiliza uma interação e comunicação entre eles e assim ela passa pouco a pouco a arranjar meios de se lembrar do Hase-kun mais outras pessoas de sua classe.

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A premissa do anime é bem similar ao anime Ef: a tale of Memories e o filme “Como se fosse a primeira vez”. O mangá de Isshuukan Friends conta a história de forma mais fluida e é publicado na revista Shounen Gangan Joker pela Hazuki Maccha. o anime está sendo dirigido pelo diretor novato Iwasaki Tarou no estúdio Brains Base. A situação médica da Kaori Fujimiya não é revelado no início do episódio, dando a impressão que ela é uma personagem fria e lacônica entre os colegas de classe. No anime é apresentado o inexpressivo amigo de Hase Yuuki, Kiryu, formando uma base bem simples para o enredo que será desenvolvido de uma forma bem sutil.

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Na primeira vez que vi esse anime, achei a animação meio preguiçosa e também que seria o o tipo de anime para “ver a tinta secar”. Eu não tinha botado muita fé na premissa da personagem, achei que seria uma mera conveniência de enredo. No segundo episódio, a animação e a trilha sonora melhoram muito e as interações entre os personagens começam a evoluir, algo que elogio muito nesse anime. Os personagens se equilibram muito bem nesta série, enquanto nós temos a Kaori que é uma garota aparentemente fechada que se revela uma garota bem prestativa, nos temos o  Hase-kun, que é persistente e sentimental e o Shogo Kiryu, que é um garoto mais sincero e “pé no chão” que ajuda muito os dois personagens citados anteriormente a crescerem e a evoluírem. Ainda temos outra personagem chamada Saki Yamagishi que é bem avoada e esquecida e se interessa em ser amiga da Kaori. Todos esses personagens com suas personalidades combinam na obra (menos a Saki).

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O diário que ela faz durante a obra para não esquecer dos amigos é uma ferramenta de enredo interessante (acompanhado de um cartaz). Ela não se lembra das coisas que fez na semana passada e assim as palavras do diário transmitem sentimentos artificiais o que causa uma certa culpa no Hase, por achar que ele está agindo de forma egoísta forçando ela a escrever esse diário para se lembrar dele. Os personagens aparentam ser exatamente o que são, eu não imagino nenhuma virada de personalidade deles nos episódios futuros, mesmo com o desenvolvimento das conexões com personagens na obra e o preenchimento das lacunas do passado da Fujimiya. A jornada dos personagens promete ser calma mas emocional e dolorosa para os personagens e todos esses sentimentos são passados pelo anime auxiliado pela bela e calma trilha sonora.

Esse anime tem um clima bem calmo e uma ótima trilha sonora, dando destaque para a sua abertura e encerramento, que estão entre as melhores desta temporada de animes. Aliás, o próprio anime foi uma das melhores estreias da temporada e com certeza irei comentá-lo regularmente aqui no blog.

Opening: “Niji no Kakera por Natsumi Kon

Ending: “Kanade por Kaori Fujimiya (CV: Sora Amamiya)

 

Selecter Infected WIXOSS:

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O ultimo anime dessa lista, esse anime eu achei que seria uma grande bosta, o jogo e o enredo tem algumas lacunas mas o anime está surpreendendo, muito mais do que eu esperava de um anime que divulga um jogo. Ele tem um feeling parecido com o de Madoka Magica, mas as similaridades param por aí. O anime está sendo feito pela J.C. Staff e está com uma ótima animação, conta a história de uma garota chamada Ruuko que recebe um jogo de cartas do seu irmão chamado WIXOSS que é bem popular entre as garotas. Nesse baralho há uma carta que fala e contém uma LRIG chamada Tama, que indica que a Ruko se tornou uma Selector, que são pessoas escolhidas que tem o direito de batalhar e de acordo com o seu número de vitórias mais algumas condições, ela teria qualquer desejo concedido. As batalhas são realizadas em uma dimensão paralela, e quem perde três vezes (não sei se são consecutivas) perde as memórias do jogo e não tem o seu desejo concedido. Enquanto as outras quatro Selectors batalham em busca de seus desejos, a Ruko por mera curiosidade embarca neste mundo desconhecido e sinistro de WIXOSS.

Nos seus seis episódios exibidos o anime mostrou várias qualidades e defeitos. Começando pelos defeitos, eu achei o drama da roteirista Mari Okada forçado principalmente no caso da Kazuki e seu desejo clichê japonês de começar um relacionamento amoroso com o seu irmão. Será que o fato dela ser irmã dele e que ela sempre o terá do seu lado não é o suficiente? Esse dramalhão acaba ofuscando os eventos mais dramáticos nos episódios futuros. Eu também senti uma deficiência na forma que o jogo é tratado na obra, eu queria saber mais detalhes das cartas usadas além de seu nível e queria também explicações mais claras do jogo. A Hitoe foi outra personagem que me irritou, tudo bem, ela é uma garota de óculos e trançado extremamente tímida (esse é um estereótipo japonês de personagem tímido, parece muito com uma personagem do horrível Black Rock Shooter), mas o fato dela pedir um tempo para pensar se aceitava o pedido de amizade da Ruko para mim foi demais. E por fim, não vi nada no anime que obrigasse alguma Selector a batalhar (como em Accel World, em que o jogador é obrigado a batalhar ao ser desafiado), logo, aquela cena da escola que a Ruko era perseguida na escola pela Akira mais outras garotas otárias não fez sentido.

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No sétimo episódio é mostrada o que aconteceu com a Hitoe, tudo bem, ela é enganada pela LRIG da Iona, mas mesmo assim aquela cena da Ruko sendo perseguida na escola foi meio esquisita como citado no parágrafo acima. O desfecho da Akira foi bem interessante neste episódio, só achei estranho a Ruko e a Yuzuki irem encontrá-la quase de madrugada em um prédio abandonado, mesmo ela estando em um estado de confusão mental por causa da sua obsessão sem objetivo por batalhas introduzida nela pela Iona em uma batalha no estúdio de modelos (ela vai parar lá para procurar de forma preocupada a Akira, pois ela a derrotou de forma acachapante em uma batalha).

Mas o anime tem pontos fortes, como a animação ótima da J. C Staff (incrível esse estúdio estar fazendo uma animação boa, né) e o lado mais dark da série, quando a Hitoe perde três vezes, além dela perder as memórias do jogo ela tem o desejo invertido, ela já tinha realizado seu desejo de fazer amigos se aproximando da Ruko e da Kazuki, mas ela fica incapaz de falar com elas e de fazer amigos. A Akira e a Iona embora sejam rivais mas são notáveis como antagonistas, elas são realmente más. E o anime terá vinte e quatro episódios, o mistério por detrás da Ruko e sua LRIG Tama é algo que me motiva a acompanhar a série.

Com tudo isso, eu não irei garantir que farei comentários regulares da série, pois só irei saber se é bom ou ruim assistindo mais alguns episódios. Esse anime tem potencial de ser algo bom, desde que pare com o dramalhão desnecessário e explique mais sobre o jogo que move a série.

Menções horrorosas e considerações finais:

Kenzen Robo Daimidaler

Kenzen Robo

Peitos e calcinhas por toda a parte.Robôs com design horrível que atiram pelo pênis. Personagem tarado e retardado que
se especializa em levantar as saias para tirar foto das calcinhas das garotas da tentativa de anime. Exército de pinguins
com um rabo frontal (ah tá.) tão retardado quanto o personagem principal (E parece que mais a frente aparece uma loli
para polir esse rabo frontal deles). As roupas da mulher que pilota o robô rasgam convenientemente na batalha de forma
a mostrar os seios. E para completar, o robô gigante é movido por ero-power, uma energia do protagonista que é
alimentada apertando os peitos da agente anti-pinguins. Parece que foi feito para comédia nonsense, mas para mim isso
não teve a menor graça. É a obra para você passar longe.

Fuuun Ishin Dai Shogun:

daishogun

Uma grande merda, a animação é garrafal, peitos e personagens imbecis por toda a aparte. personagens jogados de umcanto a outro na tela, protagonista que faz parte do clã Tokugawa e é um conquistador de Nagasaki (não tem nada noanime que justifique ele ser conquistador de alguma coisa) que pilota um mecha e para o mecha andar ele precisa servirgem e a chave do mecha está com uma ninja também virgem… ah, e ele tem alergia a mulheres. A vô dele tem uma casa de banho (oooh!) e lá trabalha uma garota-youkai de 250 anos que também é virgem e pilota o robô sentado no colo dele. No primeiro episódio ele chega a ser preso (um guerreiro ser preso na própria cidade que ele conquistou) por policiais que acham que ele tava comprando briga, sendo que ele tava protegendo um cara que iria ser capado por uma ninja.E ele quer conquistar o Japão sem matar ninguém.Fiquem longe desse câncer maligno, não consegui chegar na metade desse episódio, espero não ter que me deparar com uma merdaparecida com essa nunca mais na minha vida.

Mangaka-san to Assistant-san:

mangakasan

Documentário que mostra o funcionamento de uma fábrica de câncer.

Essa temporada foi a melhor desde há muito tempo. Geralmente nas temporadas de anime se salvam um ou dois animes, nesta temporada dá para aproveitar vários animes bons, inclusive as sequências como JoJo: Stardust Crusaders e Mushishi. Mas nesta temporada ainda têm os cânceres de sempre, como os horríveis Dai-Shogun e o Daimdamler. Assim, com essa notável temporada de animes, estarei produzindo mais posts como esse e reviews aqui no Selected Animes.

Bônus:

Câncer que irei acompanhar só pela zoeira:

Captain Earth (ou “Capitão Planeta”):

Captain Earth (2)

Esse anime está sendo produzido pela mesma equipe de Star Driver, que pretende fazer um anime de mecha mais sóbrio e convencional (só que não). Eu nem me incomodei com os personagens principais, gostei da personagem morena avantajada, mas os antagonistas (a equipe Rocket) afundaram a obra (com o seu caminhão de crepes a lá pokémon, aliás, tem um Pokémon na obra que é mascote da Hana). Eu tenho um mau pressentimento com esse anime pois este tem elementos no enredo que me lembram Guilty Crown, um anime que odeio.A animação está ok e o enredo ainda tem muito por ser explicado

Obra que provavelmente irei dar uma segunda chance:

No Game no Life:

No Game No Life

Eu não consegui passar do segundo episódio da obra pois achei o fanservice muito imbecil, mas eu acabei me interessando pelos jogos que são bem executados. É uma obra que está sendo muito elogiada por aí afora, pode ser que eu dê mais uma chance para conferir se melhorou, caso positivo poderá aparecer algo aqui nos posts regulares.

Obras terrivelmente decepcionantes:

Gokukoku no Brynhildr:

Gokukoku no Brynhildr

Não vejam o anime (vejam apenas o mangá) pois está extremamente mau adaptado pelo pequeno estúdio ARMS e está sendo dirigido pelo mesmo diretor do anime de Reborn!, a animação está pobre e o feeling de tensão que o mangá passa sumiu no anime. Situações que eram comoventes foram colocadas como cômicas e a atuação dos personagens no anime soou de forma totalmente artificial, além dele ter cortado a cena importantíssima das primeiras páginas do mangá. A trilha sonora e a BGM estão porcas e diálogos importantes que davam força para os personagens foram retirados, além do anime ter censura. Os diálogos são muito piores que no mangá e personagens que achava que ia ficar interessante no anime me decepcionou por completo.  Pela abertura e pelo número de episódios eu já percebo que o final vai ser filler. Esse anime não chega aos pés do anime de Elfen Lied que superou o mangá tá fazendo que nem o anime de ZETMAN e Code: Breaker nesta temporada (outras adaptações para anime que cagaram os mangás) e já dropei o anime, só continuo com o mangá. Isso serve como lição para mim para não ficar no hype de torcer para que obras pouco conhecidas e boas recebam adaptações para animes a qualquer custo.

Onde assistir os animes:

Crunchyroll

Onde baixar os animes:

Animakai

Anime no Sekai

Anime Warehouse

BTR Subs

Dollars Fansub

Hayai Sub

Marcha Fansub

Moshi Moshi Subs

Otakus Fans

PUNCH!

The Motion Picture Fansub

Vision Fansub

Onde baixar os mangás:

Anarchy Scans (Gokukoku no Brynhildr)

KickAss Torrents e Habanero Scans (Sidonia no Kishi)

Kyodai Scans (Baby Steps, Haikyuu!!)

Toshi wa Yume (Soredemo Sekai)

 

 

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Uma opinião sobre “Cesta de Animes – Temporada de Animes da Primavera 2014 – Até o episódio 7

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